domingo, 27 de março de 2011

Atividade sobre a República Velha - 9º ano.

República à Favor dos Coronéis


- O coronel era um chefe político local, cujo poder provinha das terras que controlava e da influência que exercia sobre os eleitores. A figura do coronel era típica nas áreas rurais brasileiras, onde a enorme concentração de terras gerava um quadro contraditório e explosivo: uma minoria de fazendeiros poderosos diante de uma maioria de camponeses empobrecidos e trabalhadores sem terra.

-O poder local dos proprietários de terra vinha desde o período colonial, mas apenas na República podemos falar de coronelismo, ou seja, da interferência dos proprietários de terras na política local através do controle do voto. Isso porque, até a República, era muito reduzido o número de eleitores, devido ao voto censitário e ao regime escravista.

- Ao estabelecer o voto universal masculino e admitir o voto aberto, a Primeira República entregou aos coronéis o comando da política dos municípios. Oferecendo empregos, realizando obras públicas, distribuindo roupas e alimentos, o coronel conquistava o voto do eleitorado. Quando as "boas obras" não eram suficientes, o coronel recorria à força dos capangas. Assim funcionava o voto de cabresto, base da força dos coronéis.
A dependência do eleitorado em relação aos coronéis só se explicava pela situação de miséria em que vivia a maior parte da população rural. Semi-analfabeto, sem assistência médica, alheio às notícias do mundo, completamente abandonado pelo Estado, o trabalhador rural tinha o coronel como um benfeitor, um esteio contra os males desse mundo.

Agora é com você! Explique por que a força dos coronéis era maior nas áreas rurais.

Respostas das questões do Mód: 2 Novos Problemas, Uma Nova Ciência- 1º M - A e B.

Pág: 16.
1. O conhecimento sociológico pretende ser revelador da realidade: desmistificar os fatos sociais, evidenciar as leis da sociedade e ajudar no progresso social. Como no mito, nem sempre o conhecimento sociológico agrada, principalmente os que estão satisfeitos e acomodados com as ilusões da sociedade capitalista ou mesmo das sociedades estatizadas.

2. A alienação política e social,em não ser uma marionete, um fantoche nas mãos de quem reflete.

3. A sociologia nasceu no contexto da Revolução Francesa ( 1789), na transição do medievalismo para a modernidade. nesse contexto está a própria Revolução , bem como a Era napoleônica. Em meio a um mundo que se transforma rapidamente, radicalmente e violentamente, a sociologia nasceu como uma tentativa de oferecer respostas racionais aos questionamentos sociais.

4. o conhecimento é necessário para vencer na vida, bem como para transformar o mundo, seja na esfera local ou global.

ponto de vista:

A verdade é a expressão da realidade. Portanto, embora existam diferenças de opinião, de visão e de sensações, a realidade não pode ser duas ao mesmo tempo e na mesma relação ( lei da não contradição). Assim, existe, de fato, o que é o certo e o errado, o que é verdadeiro e falso.

Pág: 19.

1. Aspectos positivos: expansão das fronteiras dos direitos humanos, da tecnologia e da informação.
Aspectos Negativos: desigualdades, perda de autonomia, soberania ameaçada pela corporações empresariais capitalistas no centro do capitalismo mundial, desagregação comunitária, choque de culturas.

2. Sim. A promessa da liberdade, igualdade e fraternidade ainda está por vir.
A modernidadeainda não foi capaz de equilibrar a riqueza e levar a longevidade a toda humanidade. Cada vez mais as pessoas estão se isolando e dando importância as modernidades, deixando de ter o contato pessoal, o calor humano. Cada vez mais o individualismo está presente nas próprias famílias, deixando o amor ao próximo pra depois.

Pág: 20.
1. nesse período a Europa foi sacudida com uma onda revolucionária desde a Revolução Liberal de 1848, passando por períodos de retorno ao Antigo Regime e novas revoluções como a de 1830. Isso ocorreu por causa do choque entre a sociedade tradicional e a moderna, que se impunha com as novidades do capitalismo.

2. D
3. B
4. B

- Fazer a correção na apostila.

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Sociologia Compreensiva - 2º M - 2011

 A sociologia é uma ciência que se tornou muito necessária ao mundo.
 Para explicar o mundo tradicional e o mundo moderno.
 As vezes uma ciência revolucionária (nova), utópica ( impossível), mas que critica o capitalismo.
 Para conhecer a sociedade que nos cerca, o mundo e a nós mesmos.
 Visão sociológica de Comte = Ele achava que antes disso seria necessário fornecer aos homens novos hábitos de pensar de acordo com o estado das ciências de seu tempo.
 Uma sociologia determina a estrutura e os processos de modificação da sociedade permitisse a reforma prática das instituições.
 Positivista de Durkheim = ele acreditava que o conhecimento dos fatos sociólogos deve vir de fora, da observação dos fatos.
 Para Durkheim, os fatos sociais existem fora e antes dos indivíduos e exercem uma força sobre eles. Ex: crenças, as maneiras de agir, e de pensar antes dos indivíduos e condicionam o seu comportamento.
1. Sociologia Compreensiva: a teoria de Max Weber:
 Weber acredita que os métodos das ciências naturais( tenta explicar causa e efeito) não serve para as ciências humanas ( sensibilidade).
 Max Weber quer centralizar seu estudo no indivíduo ( centro das ações sociais).
 Weber viveu em um ambiente de grande estímulo intelectual e político.
 Ele nasceu na Alemanha, pai advogado e político e sua mãe socióloga.
 Participou na 1ª guerra mundial, mas se afastou e se tornou pacifista.
 Prefere as palavras, o pensamento em vez de armas.
 Se afastou por um tempo por doença, mas continuou contribuindo com suas produções.
 Weber dizia que a sociologia é uma ciência independente. Como:
 Economia e sociedade.
 A ética protestante.
 Espírito do capitalismo.
 Ciência e política.
Era preciso ir além das causas exteriores.
Dizia que uma relação de causa e efeito, muitas vezes se ignora o objetivo humano que fica por trás, sem perceber o que ele significou para a sociedade. Esse fato trouxe mudança à sociedade e afetará positivamente o futuro.
 Ex: tênis, escolha de uma marca, pode ter uma motivação superior à simples função de calçado.( um status, desejo etc).
 Sentido de ação = dá o significado humano e social.
 Não se usa um tênis pela razão de estar simplesmente à venda. As relações humanas estão carregadas de sentido.
 Esse sentido é que dá a qualidade de ação social.
 Segundo Weber = compreender, é captar a evidência ao sentido de uma atividade.
 O método compreensivo é oposto ao positivista ( ciências naturais / método científico) ele também compreende a dinâmica social dos fenômenos.
 Isso se refere ao fato de tudo o que é humano é mutável , vivo ( pode mudar), não pode ser explicado de maneira estática.
 Para Weber as causas significativas (dotado de sentido ação social com sentido),fazem parte de relações significativas, isso é originalidade.
 A causa ( intenção do indivíduo) universal, profética, religiosa, dizendo que tudo tem uma lógica universal e tem um fim desconhecido; para Weber cada fenômeno deve ser separado de um todo e estudado com profundidade.
 Metanarrativa = uma filosofia que tem explicação de tudo.
 Ex: Bíblia, Alcorão, positivismo ( ciência que busca fundamentos na razão humana); e o marxismo ( o ser humano busca alcançar as transformações necessárias para uma sociedade justa, igualitária e humana).
 Ação social = é uma ação que o agente ou agentes, se refere ao comportamento de outros. Ação é um comportamento humano.
 Ação é um comportamento com sentido subjetivo.
 Alguns momentos a ação é social. Nem todo momento a ação humana é social.
 Ação social quando quem a faz, espera que ocorra uma ação em outros indivíduos.
 Ex: o uso de padrões de medida.
 Respeito às leis de trânsito( dependem da ação de outros para que a sociedade funcionam).
 A sociologia acha fundamental a distinção entre atividades simplesmente simultâneas ( várias pessoas na sociedade) e ação com sentido.
 Nem sempre o agente da ação social compreende o seu próprio sentido, o sociólogo passa uma melhor compreensão mais profunda da realidade.
 Ex: a solidariedade na Campanh Weber apresenta 4 razões para ação social:
 Ação racional referente a fins: ( que objetivo eu quero alcançar). O indivíduo escolherá os meios adequados para alcançar seus propósitos.
 Ação racional referente a valores: é baseada na convicção moral, ética e religiosa. O indivíduo não está preocupado com o resultado de sua ação e sim com aquilo que ele acredita.
 . Ação afetiva: o agente é motivado por um estado emocional de caráter instintivo, sensorial ou passional. Ex: acontece algo, catástrofe, que emociona o Brasil todo, aí te envolve e você passa a ajudar.
 4. Ação Tradicional : é a mais mecânica. O agente está sob o efeito da tradição, dos costumes, da obediência, da rotina.
 Não quer dizer que todas as ações sociais ocorrem todas assim, é para facilitar o trabalho do pesquisador.
 O cientista pode detectar as interferências não racionais, acidental, afetivas.
 Tudo o que é possível é ordenar relativamente o real, nunca o esgotar.
 2. Tipos ideais:
 A grande dificuldade do sociólogo é : Como deve ser a sociedade? Como deve funcionar ? O que é certo ou errado ?
 ( socialmente falando...)
 Em uma sociedade existem regras, que teoricamente apontam para uma sociedade aceitável.
 A sociologia não conta com o método das ciências que não mudam.
 Já os princípios da ação humana, como de princípios morais; ( ética) e que servem para qualquer lugar e época. Os sociólogos consideram como manifestações cultural de um povo.
 Outros sociólogos, baseados na fé, podem afirmar que eles ( princípios) são a expressão da vontade e do caráter de Deus. ( O que de fato é correto).
 Ex: a Bíblia diz que sem fé é impossível agradar a Deus. Aí vem a aceitação imediata aos 10 mandamentos. ( requer Fé).
 A fé e a ciência há tempos se distanciaram, os cientistas e a igreja não se entendem.

 Para Weber , a ciência é racional, tem que se evidente, ver resultado.
 Weber vê objetividade nas ações humanas impulsionadas por uma razão.
 Quando o conceito Weberiano de ação racional é construído e reconhecido é comparado a ação ao conceito.
 Weber chamou esses conceitos sociólogos de TIPOS. ( modelo de um fenômeno, de uma ação social, de algo que acontece na sociedade).
 Os tipos tem as seguintes características :
 Arquétipos = por ser modelares, não existem na realidade.
 Características fundamentais = frutos de comparação entre ações, para ver o que é permanente.
 Abstrações = formam um tipo puro de fenômeno.
 Formados arbitrariamente = pelo pesquisador, para servir de padrão e comparar com a realidade.
 Esses tipos permitem ao investigador perceber os afastamentos do modelo racional, podendo criar outros tipos de ação social como o tipo afetivo ( modelo de ação humana).
 Um pesquisador sempre deve formular novos tipos, pois a realidade muda constantemente.
 Esses tipos podem receber a denominação de “ tipos ideais”. Muitos tipos são generalizações de um fato que pode acontecer.
 Para Weber os tipos ideais tinham o mesmo propósito de :
 O mapa é uma idealização do real, não aponta as particularidades da realidade. (configurar o GPS).
 Ex: o GPS não mostra exatamente o caminho que irá percorrer, mas serve para direcionar o caminho certo.
 Ex: o feudalismo, nos pensamos em castelos, servos, cavaleiros, padres etc. A mente busca as características fundamentais.
 Mas o feudalismo não foi igual em toda Europa, sendo até superando em alguns lugares.
 Weber diz que a democracia, populismo , ditadura, elite, porque se constrói um modelo, uma representação pelos quais é possível ler o mundo.
 3. Tipos Weberianos :
 Quando se fala das motivações para as ações sociais, se pede tipos ideais das 4 motivações.
 Ação racional relativa a fins;
 Ação racional referente a valores;
 Ação afetiva;
 Ação tradicional.
 Essas ações na realidade não existem.
 Elas apenas representam o conjunto das características mais fortes do fenômeno.
 Ex: pág: 6.
 Outro desenvolvimento de sua teoria como:
 Burguesia, capitalismo, protestantismo, burocracia, cientista, político, domínio legal, domínio carismático, domínio tradicional e outros.
 4. Ciência e Política : duas vocações.
 Para Weber ciência e cientista não deveriam concorrer entre si; cada uma tem seu espaço e importância.
 Para ele, a ciência é uma vocação, o desejo de conhecer, aprender e contribuir é mais importante na personalidade de um pesquisador.
 A ciência é uma especialidade, somente o indivíduo pode alcançar a profundidade de conhecimentos e métodos para ser valorizado.
 3. A ciência serve para que os sujeitos tomam consciência de si: pela ciência abandona-se a tendência de esperar, revelar a verdade; precisa controlar a própria vida.
 4. A ciência oferece conhecimento objetivo, que envolve:
 Domínio técnico e capacidade de previsão;
 Métodos de pensamento e disciplina;
 Clareza dos fenômenos.
 Explicação dos significados ou sentidos das ações sociais.
 Weber também fala sobre o papel do professor ou cientista.
 Ele condena a opinião pessoal a respeito de algum aspecto sociológico, juízos de valor.
 Ex: diz que se o professor quiser manifestar sua opinião, deveria sair para as ruas, onde poderia enfrentar opiniões de igual para igual, não impor sua visão de mundo ao aluno.
 Ao professor caberia apenas o papel de mostrar todas as teorias, sem jamais manifestar sua opinião. Deve levar o aluno a decidir.
 A conduta humana deveria ser a atitude racional.
 Weber diz que a escola é lugar das ciências.
 Weber admite que as conclusões científicas podem ser contrárias à fé e devem ser tratadas por um teólogo (religioso/ revelação); e a ciência está baseada na experimentação.
 Qual deveria ser a função de um professor, para tornar-se mais humano?
 “ Desde que Deus é a fonte de todo o verdadeiro conhecimento, é, como temos visto, o principal objetivo da educação dirigir a mente à revelação que Ele faz de Si próprio”. ( Ellen White).

Feudalismo - capítulo: 2 - 7º ano - 2011.

Retrata o cotidiano medieval, uma sociedade que vai ter como atividade econômica principal “ agricultura”.
Uma agricultura auto-suficiente.( suficiente para o consumo dos servos e dos Senhores Feudais).
• O poder político na sociedade feudal é descentralizado, ( a posse da terra é que dá poder político ao proprietário).
Sociedade Feudal:
- Economia agrária, (agricultura) auto-suficiente.
- Poder político descentralizado.
- Sociedade estamental ( dividida em grupos, pirâmide social).
Trabalho servil.
• O poder político na sociedade feudal é descentralizado, ( a posse da terra é que dá poder político ao proprietário).
Sociedade Feudal:
- Economia agrária, (agricultura) auto-suficiente.
- Poder político descentralizado.
- Sociedade estamental ( dividida em grupos, pirâmide social).
Trabalho servil.
• O poder político na sociedade feudal é descentralizado, ( a posse da terra é que dá poder político ao proprietário).
• A Utilização da Terra:
• Manso Senhoril: onde fica o castelo, a capela, os armazéns, o estábulo, o moinho etc.
• Manso servil: ficam as choupanas dos camponeses, área de plantio simples,
• Manso Comunal: era de uso comum. Área de pastagem dos animais dos servos e Senhores feudais, bosques,a pesca e a caça era reservada para os membros da nobreza.
• 1º Estado: Clero ( tinha como objetivo, orar pelo povo).
• 2º Estado: Nobreza ( decisões políticas e de guerras).
• 3º Estado: Trabalhadores, camponeses (sustentar o Clero, a Nobreza, e a sobra era deles).
• Relação entre eles: (Feudo-vassálico)
• Terra é benefício.
• Suserano – é quem doa as terras.
• Vassalo – é quem recebe a terra, e deve prestar serviço.
• A posse da Terra dá poder político , ao Senhor Feudal, a Nobreza.
• O servo é um tipo de mão-de-obra, ele não é assalariado, pois não recebe nada, mas também não é escravo, porque é livre.
• Ele é dono de seu pequeno pedaço de terra.
• No entanto, o servo, é preso na terra, é da produção do dele que tira o sustento para o Clero, para a Nobreza, e o seu próprio sustento.
• As Obrigações Feudais:
• Corvéia : tempo obrigatório de trabalho, nas terras do Senhor Feudal.( quase todos os dias da semana).
• Talha: 50% de produção do servo, era doado ao Senhor Feudal.
• Banalidades: pagamento dos equipamentos usados.Como: moinho, celeiro, ferramentas, forno etc.
• Mão-morta: quando o servo, dono da sua terrinha,morresse, seu filho deveria pagar ao Senhor Feudal e ao Clero algo de valor, para continuar usando a terra.
• Além dessas relações feudais entre Servo e Senhores Feudais, o comprometimento com a Igreja Católica, era a principal função do Servo.
• A Igreja Católica é a principal proprietária de Terras da Europa Feudal e atualmente.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Cap: 12 Problemas na Grande Capital - questões- 6º A, B e C.

1. - O processo de conquista não beneficiou igualmente todos os cidadãos romanos.
- alguns se apoderaram das riquezas mais do que outros.
- a nobreza romana é que tinham a posse das terras públicas, provocando o inchaço da população urbana por falta de terra.

2. Em relação à redistribuição das terras públicas que haviam sido apossadas ilegalmente, os irmãos Graco propuseram uma “ reforma Agrária”, que neste caso, significava uma ampla redistribuição das terras públicas romanas. Grande parte da nobreza que havia se apropriado dessas terras reage violentamente, resultando no assassinato de Tibério e no suicídio de Caio.
3. O membro principal do Primeiro Triunvirato foi Júlio César. Ele buscou centralizar o poder ao máximo em suas mãos, e acumulou vários cargos importantíssimo na estrutura política romana. Porém quando passou a pretender que seu poder fosse vitalício e hereditário, a força oposicionista que não aceitava suas pretensões promoveu seu assassinato em 44 a.c.
4. Otávio Augusto. Em seu governo, a sociedade foi reorganizada, dividida em três partes, não mais segundo o nascimento ( de família tradicional ou não), mas segundo a quantidade de riqueza que possuíam. Augusto sabia que as maiores forças existentes em Roma eram os plebeus e os militares. Por isto trabalhou para profissionalizar o exército, que chegou a contar com mais de 50 legiões, com aproximadamente 6.000 legionários( soldados) em cada uma.
5. A política do pão-e-circo consistia na distribuição de gêneros alimentícios a preços muito baixos e muitas vezes gratuitamente, oferecendo também atrações gratuitas voltadas ao entretenimento plebeu. O trigo, um dos alimentos mais distribuídos gratuitamente, vinha dos grandes celeiros egípcios que haviam sido conquistados com a vitória de Otávio sobre Marco Antônio. Dentre as atrações públicas gratuitas estavam as lutas de gladiadores. O grande objetivo dessa política era manter a plebe distraída e sem fome. Deste modo pensariam muito menos nas condições de vida que enfrentavam, diminuindo grandemente a possibilidade de revoltas.
6. Os gladiadores quase sempre eram de origem pobre, muito deles escravos, que encontravam na luta um meio de ficar famosos ou alcançar a liberdade. Havia pelo menos quatro tipo de gladiadores, porém nenhum deles era acorrentado nem obrigado a lutar mais de 2 ou 3 vezes em só dia. Era um jogo de vida ou morte, arriscar a própria vida em busca de melhores condições de existência.
7. Porque todas atividades econômicas dependiam profundamente da mão-de-obra escrava, que estava presente nos campos ( produção agrícola) e nas cidades (atividades de todos os tipos , como empregados, carregadores). Até mesmo em serviços que exigiam habilidades específicas ( como ferreiros, marceneiros e outros mais), era comum encontrar escravos.
8. O fim do Império Romano envolve vários processos. Tiveram fatores internos e externos. Como: mudanças nas estruturas econômicas, políticas, militares e até mesmo culturais, invasões dos bárbaros.
- escravismo.
- o crescimento da religião cristã.
- a diminuição dos escravos.
- aumento dos impostos.etc.
Pág: 194. – Defenda suas idéias:
- O problema dos sem terras e a falta de terra no Brasil. A má distribuição de terras é o grande problema . O governo precisa fazer uma boa redistribuição de terras , assim eliminaria uma boa parte dos problemas. Mas não é bem isso que acontece.

O que você vê ?
- O Coliseu como um dos espaços públicos de luta de gladiadores. Os gladiadores usavam os capacetes quando usavam em lutas. Eram considerados como uma diversão para os romanos.

Pág: 196.
1. Ele teve oportunidade de enriquecer por meio de atividades ligadas sobretudo ao comércio. No entanto, apesar dessas oportunidades, ele nunca chegaria a ter o mesmo status de um romano que nasceu livre.
2. As diferenças entre a escravidão de Roma e do Brasil, destaca-se o forte elemento étnico do escravismo moderno. Em Roma apresentou a possibilidade de ascensão social entre os romanos eram maiores. No Brasil, os negros ainda sofrem preconceitos , muito difícil alcançarem um espaço melhor na sociedade.

Pág: 197
1. Existem um grande problema habitacional nos grandes centros urbanos. Ex: existem grandes favelas que facilitam a formação de focos de incêndio.
2. Eles queriam que a plebe ficasse distraída, sem fome e com isso, ninguém faria conflitos e revoltas, pois tudo estaria bem.

domingo, 3 de outubro de 2010

Cap: 15 - A Colônia Brasileira e o Doce Sabor do Açúcar- 7º Ano - 2010.

1) O Brasil passou a ter um governo-geral, com sede em Salvador.
O Brasil como colônia, tinha como finalidade, abastecer e enriquecer a metrópole (Portugal) .
O país que possuía colônia era chamado de Metrópole .
As relações que o Brasil tinha com Portugal era um “ pacto colonial”, tudo que produzia na colônia era exclusivamente mandado para a metrópole ( Portugal).
A colônia produzia produtos agrícolas, metais preciosos( ouro, prata). A metrópole fornecia a colônia ferramentas, pequenas máquinas, tecidos etc.
O governo português transportava os produtos em seus próprios navios, para que não acontecessem contrabandos. Mas navios estrangeiros chegavam ao Brasil sem que fossem controlados.

2) Nessas terras cultivava-se um tipo de produto próprio para exportação e usava-se o trabalho escravo ( plantation) .
A coroa portuguesa estava interessada em manter plantio de vários produtos, para garantir a colônia o consumo interno. O plantation( cultivo de uma produção), contrariava a intenção da coroa portuguesa.
O nordeste brasileiro se tornou a região mais importante e lucrativa para o governo português, pois foram preparados os maiores engenhos.


3) Na colônia brasileira a autoridade máxima era o governador-geral = prestava contas a Portugal.
Os capitães donatários = administravam as capitanias.
A sede do governo nas vilas e cidades = Câmaras Municipais. Quem participavam era os homens bons, proprietários de terras.
A Câmara municipal controlava suas próprias finanças, arrecadavam impostos, nomeavam juízes, julgavam crimes, cuidavam das ruas e locais públicos etc.
Em Belém e São Paulo ,as câmaras organizavam expedições para escravizar índios.


4) É comum se ouvir que os índios não eram adaptados ao serviço escravo da lavoura, pois exigiam muitas horas de trabalho. Já os africanos possuíam um espírito mais resistente ao trabalho agrícola. Não é bem assim... quisera nós pudéssemos ter horas reservadas ao descanso, talvez teríamos mais saúde e disposição.
Os portugueses já se utilizavam do cultivo de cana-de-açúcar, tendo como escravos os africanos.
Algumas causas da substituição dos indígenas por africanos:
- a diminuição de índios após a colonização, trazidos por doenças e guerras.
- a dificuldade dos africanos se rebelarem pela distância de sua terra natal.
- o catolicismo, promover o aumento na América.
- os jesuítas organizavam as aldeias, seguindo as regras católicas.
- o comércio de conseguir comprar e vender os africanos aos colonos no Brasil.
- o lucro dessas vendas voltava para coroa portuguesa, por meio de impostos dos comerciantes.


5) É retirado açúcar da beterraba, cana-de-açúcar. No século XV a cana-de- açúcar veio da Índia. Apenas os ricos podiam consumir açúcar na Europa, pois era muito caro. O interesse pelo açúcar na Europa levou os portugueses a plantar a cana em suas colônias.
Os lucros pelo comércio do açúcar era vantajoso e os colonos tinham engenhos na América, então começou a produção do açúcar nos engenhos.


Engenho- A produção do açúcar:
- plantações= canavial, onde era plantado a cana.
- moenda= local onde a cana era moída- separavam o caldo do bagaço - feito pelas mulheres.
- caldeira= era colocado o caldo, fervido até engrossar.- fazer esse processo várias vezes até virar o melaço.
- melaço= era colocado em tachos para esfriar, mexendo para engrossar mais. Formando então os cristais de açúcar.
- casa de purgar= o melaço era levado em recipientes de madeira , colocados em forma de barro, de madeira ou metal. Depois de alguns dias poderia ser aberto.
Saía um líquido que servia de alimento para os escravos e na fabricação de aguardente ( pinga).Mais alguns dias era possível obter o açúcar mascavo.( cor mais escura). Alguns produtores queriam o açúcar branquinho, por isso utilizavam outras técnicas, para clarear.
Após ser quebrado em pedaços, ficava exposto ao sol, encaixotava para a venda.
- casa de engenho= onde se produzia o açúcar.
- roça= onde se plantavam os alimentos.

Casa Grande =Onde vivia o senhor de engenho e sua família.
Senzala= onde moravam os escravos.
Capela= realizavam atividades religiosas.

Os engenhos crescia grandemente nos séculos XVI e XVII. Em Pernambuco havia 23 engenhos, após 60 anos foi para 121 engenhos.
O Nordeste se tornou o maior produtor Mundial de Açúcar.

6) Para funcionar os engenhos, era preciso de trabalhadores, animais e equipamentos. Muitos investiam nesses equipamentos, outros faziam empréstimos para comprar os produtos e outra parte tinha seus recursos, adquirindo sem problema nenhum.
Era preciso derrubar a mata e preparar o plantio. Era um trabalho muito difícil, pois as matas eram fechadas. Era cultivado mudas de cana e formavam-se as principais instalações do latifúndio.
Os escravos eram obrigados a fazer qualquer tipo de trabalho. Os Feitores, vigiavam os escravos e qualquer coisa eram castigados. O trabalho deles eram os mais pesados, difíceis, correndo riscos de perderem braços nas moendas, queimaduras nas caldeiras. O trabalho começava as 5 da manhã até as 6 da tarde, trabalhando até 18 horas por dia.
Cada engenho produzia entre 75 e 150 mil toneladas do produto, por ano.
Nos engenhos haviam homens livres, brancos e pobres. Entre eles encontravam feitores, ferreiros, carpinteiros, sapateiros, alfaiates, pedreiros, pescadores, entre outros.
Pequenos proprietários, comerciantes, artesãos eram independentes e produziam para abastecer o comércio local.
Eram transportadas para o litoral embarcadas em navios para a Europa. Para levar o açúcar a Portugal demorava 3 meses, recolhiam as taxas para a coroa portuguesa.


7) Autoridade máxima dentro de um engenho era o senhor de engenho. Era o dono das riquezas e da fazenda.
Patriarcal, era a sociedade dos engenhos, pois a autoridade do senhor era muito grande em cima dos filhos e da mulher. Ex: decidiam com quem os filhos casariam.
A educação era muito rígida, até pra fazer a primeira barba era preciso pedir permissão ao pai. Os meninos eram treinados a comandar o engenhos e aqueles que sabiam ler e escrever eram mandados para o colégio dos jesuítas. Os filhos mais velhos iam estudar em Portugal, isso em alguns casos.
Quanto as meninas, a vigilância era muito grande, só se casariam a partir dos 12 anos e com quem seu pai aprovava. ( com filho de outro senhor, é claro). Os meninos a partir dos 14 anos.
Em caso de traição das mulheres ela deveria ser castigada , podendo ser morta ou forçá-la a viver em um convento português, para não sair mais de lá.
Havia muitas mulheres das áreas mais pobres, que eram chefes de família. Eram responsáveis pelo sustento e a criação dos filhos.

Além do açúcar, outros produtos foram importantes no Brasil. O fumo era produzido na região baiana ( recôncavo baiano). Houve também a produção de arroz, mandioca, milho e algodão.
Inicialmente a criação de gado foi nos engenhos, depois foi avançando para outras regiões como, Piauí, Maranhão, Paraíba, Rio Grande do Norte, Ceará entre outras.


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quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Resumo para o 8º ano -2010 - 3º bimestre.

Cap: 11 - Pensamentos, Revoluções e Unificações



Surgiram novas idéias e foram difundidas pelo continente. Ondas revolucionárias de origem burguesa, de caráter liberal. Foi um momento histórico, que criticou o antigo regime, propondo novas formas de organização social, política e econômica. ( Século das Luzes).

Os grandes pensadores dessa época (Descartes, Newton, Locke, Voltaire, Montesquieu, Rousseau, DAlembert, etc.) buscavam uma explicação racional para o mundo e lutavam por melhorias das condições existenciais do homem.

Os filósofos iluministas afirmavam que a razão guiaria o homem para a sabedoria, conduzindo-o à verdade. Assim, a razão era a fonte de todo o conhecimento. Principais expressões socialistas: Socialismo Utópico , socialismo Científico , a doutrina social católica e o anarquismo.

Socialismo: refere-se a qualquer uma das várias teorias de organização : a propriedade pública ou colectiva e administração dos meios de produção e distribuição de bens e de uma sociedade caracterizada pela igualdade de oportunidades e meios para todos os indivíduos com um método mais igualitário de compensação.

Socialismo Científico: O socialismo científico ou socialismo marxista representou o mais bem-sucedido conjunto de idéias destinadas a explicar os mecanismos da exploração capitalista, propor aos trabalhadores um projeto de luta coerente e possível e indicar a superação futura das desigualdades, pela construção de uma sociedade mais justa, processo tido como inevitável.

A luta de classes, mais-valia, revolução socialista e materialismo histórico. O principal mecanismo da dominação burguesa era a mais-valia, que corresponde ao valor da riqueza produzida pelo operário e ao valor remunerado de sua força de trabalho. A mais-valia corresponde a um elemento indispensável da capitalização burguesa.

O socialismo seria uma forma mais igualitária, nessa etapa caberia ao Estado o controle sobre os meios de produção, dessa forma o Estado deveria administrar as riquezas produzidas e representar a coletividade, para distribuí-las de forma mais justa.

Foi elaborada por Karl Marx e Friedrich Engels, a divulgação dessas idéias iniciou-se em 1848, com a publicação do livro “O manifesto Comunista”.

Liberalismo : o absolutismo entra em decadência(fim).A liberdade religiosa, direitos fundamentais, estado de direito, governo limitado, ordem espontânea, propriedade privada, e livre mercado.

Nacionalismo: manifestação ideológica dos movimentos europeus. Defendiam a união entre os povos, laços culturais e lingüísticos.( nacionalidade do país).

Ideologia : o termo ideologia é um conjunto de ideias, de pensamentos, de doutrinas ou de visões de mundo de um indivíduo ou de um grupo, orientado para suas ações sociais e, principalmente, políticas. A ideologia é uma ideia, discurso ou ação que mascara um objeto, mostrando apenas sua aparência e escondendo suas demais qualidades.

1ª Revolução Industrial- século XVIII, processo de mudanças, passando o trabalho manufaturado para o maquinofaturado. Essa revolução separou os trabalhadores ( força de trabalho) da posse dos materiais e ferramentas. Transformações na agricultura, no comércio, na indústria, nos transportes, nas comunicações, nas técnicas de exploração mineral, nos bancos, etc.
Muitos trabalhadores deixaram de ser donos e passaram a serem empregados.


2ª Revolução Industrial: foi a difusão de novas formas de produção pela Europa, EUA e Japão. A separação do capital e o trabalho. O desenvolvimento das relações assalariadas; a substituição da energia humana pela energia a vapor, nas fábricas; a passagem de uma sociedade estamental para uma sociedade de classes; a divisão da sociedade em duas classes sociais antagônicas: a burguesia capitalista, dona do capital e dos meios de produção (ferramentas, máquinas, fábricas, etc.), e o proletariado, dono exclusivamente de sua força de trabalho e que, para sobreviver, vende-a para o capitalista.

Socialismo Utópico: È de fato os princípios de uma sociedade ideal sem indicar os meios para alcançá-la.Imaginavam uma sociedade de iguais. As novas teorias exigem então a igualdade real e não apenas a ideal.Thomas Morus, humanista inglês, defendia uma sociedade de iguais.Saint Simom, Louis Blanc, Robert Owen e Charles Fourier, defendiam uma sociedade sem diferenças.

Doutrina Social Católica ou Socialismo Católico : detinham maior controle do capital, dificilmente iriam trabalhar em favor de uma sociedade mais justa. Queriam uma colaboração entre as classes, uma negociação entre patrões e empregados. Dona de um grande patrimônio, do qual não se mexia.

Rerum Novarum: documento publicado pelo Papa Leão XIII , onde constava importantes pronunciamentos da igreja católica.
Anarquismo: defendia qualquer tipo de hierarquia, social, política e econômica. Diziam que o Estado era culpado pelas diferenças sociais. Anarquismo pode ser definido como uma doutrina (conjunto de princípios políticos, sociais e culturais) que defende o fim de qualquer forma de autoridade e dominação (política, econômica, social e religiosa).
Os anarquistas defendem uma sociedade baseada na liberdade total, porém responsável. Defendem também o fim do sistema capitalista, da propriedade privada e do Estado. Os anarquistas defendem uma sociedade baseada na liberdade dos indivíduos, solidariedade (apoio mútuo), coexistência harmoniosa, propriedade coletiva, autodisciplina, responsabilidade (individual e coletiva) .

Pensadores anarquistas: Pierre-Joseph Proudhon, Mikhail Bakunim, defendiam uma sociedade mais justa. Entre individuos iguais em direito e em deveres. William Godwin (1773-1836), P.J.Proudhon (1809-1865), Bakunine (1814-1870), Kropotkin (1842-1921) ou o português Silva Mendes.

A força das idéias liberais, conduziram a França a Revolução, não tolerariam poderes absolutos. Toda a Europa estava implantada com muitos movimentos liberais comandados pela burguesia.

Bonapartistas= queriam a volta de Napoleão.
Liberais= queriam a república.
Constitucionalistas= respeito à Carta Magna(um documento de 1215 que limitou o poder dos monarcas da Inglaterra, especialmente o do Rei João).
Ultrarrealistas= defendiam a volta do antigo sistema.

Rei Luis XVIII, restabeleceu a monarquia, elaborando uma constituição( que não deu em nada), foi morto , em seu lugar seu irmão Carlos X, líder ultrarrealista. Um governo autoritário que encontrou dificuldades com a burguesia liberal. Foi tirado do poder.

Substituído por Luís Filipe de Orleans, que implantou uma monarquia constitucional, com apoio da burguesia ( reconhece o poder do rei, mas, em que uma constituição limita os poderes do monarca. Foi derrubado.

Várias nações europeias lutando contra o autoritarismo político. As ideias liberais não queriam nenhum vestígios absolutista.
No Brasil, o imperador teve que abdicar o trono brasileiro.
Franceses, espanhóis, alemães, italianos, entre outros, conduziram movimentos pela Europa toda.

Forças oposicionistas, aproveitam o momento de instabilidade e depõe Luís Filipe do trono, colocando Luís Napoleão, com um governo republicano.
A Europa assistiu a uma Primavera dos Povos última grande onda liberal burguesa do século XIX.

A Itália foi considerada o centro do mundo europeu. Um dos maiores movimentos culturais da história ocidental, o Renscimento Cultural.
No século XIX, surge um movimento que queria a união dos povos da península(Itália). A ideologia do Risorgimento, levou 7 reinos italianos a se unirem em torno de um Estado Nacional. ( que conhecemos hoje).

As décadas seguintes foram marcadas por movimentos regionais como:
Carbonários: representantes da pequena burguesia.
Jovem Itália: líder popular Guiseppe Mazzini, libertar a Itália de influências estrangeiras, com forças militares.
Camillo Cavour, foi o grande unificador da Itália. Como ministro do rei Vitor Emanuel II, representava a nobreza. Via na Itália unida um país forte economicamente. Governada por um monarca, mas, com fiscalização de uma constituição.
No início os franceses não concordavam com a unificação da Itália, depois ficaram do lado dos Estados Papais( não queriam a unificação). Não resistiram por muito tempo, entregando os Estados Papais ao governo central italiano. ( um golpe contra a igreja).

O Papa Pio IX, não aceitou o fim do domínio dos Estados Papais, muitas de suas terras foram doadas a igreja, então se declarou “ prisioneiro do Vaticano” ( Questão Romana).

Tratado de Latrão: assinado pelo Papa Pio XI e por Bento Mussolini em 1871, solucionando o problema. Um tratado político reconhecendo a total soberania da Santa Sé no estado da Cidade do Vaticano, doravante estabelecida. Uma concordata regulando a posição da Igreja Católica e a religião católica no Estado italiano.Uma convenção financeira acordando a liquidação definitiva das reivindicações da Santa Sé por suas perdas territoriais e de propriedade.

O campesinato italiano passou a buscar novos territórios daquilo que sabiam fazer. (cuidar do campo) . Nessa época aqui no Brasil, ocorre a imigração de italianos, até hoje os italianos mantém comunidades poir aqui.

O Sacro Império Romano-Germânico , foram formadas as atuais regiões da França e Alemanha . Uma parte dela formou esse império. Vários pequenos estados foram organizados na região. Primeiro Reich ( império) germânico.

Em 1830 e 1848 muitas ondas revolucionárias burguesas, ideologias liberais e nacionalistas , organizaram movimentos que pretendiam a união dos Estados Germânicos. Só poderia existir uma liderança, o conflito era entre a Áustria e Prússia , só uma poderia liderar. A briga era interna.

Muitos conflitos militares ajudaram na unificação da Alemanha ( as famosas guerras de unificação alemã). O fim desses conflitos foi o Segundo Reich ( após a 2ª guerra mundial). O Terceiro Reich, quando a Prússia liderou a organização derrubando as barreiras alfandegárias entre 38 estados germânicos, deixando a Áustria de fora.

Nos anos seguintes, o nacionalismo dos alemães se intensificaram , mas a Áustria interviu e conseguiu controlar a Alemanha, impedindo alcançar seus objetivos.
O grande articulador da unificação alemã foi um junker( nobre), prussiano Otto Von Bismarck, muito autoritário nas questões políticas. Conhecido como “chanceler de ferro”( dizia: Os problemas não se decidem com discursos... Decidem-se com ferro e sangue). Acabou acontecendo a unificação da Alemanha.

Os ( junkers), esperava a unificação de uma monarquia que facilitava seus privilégios. Mas muitos conflitos manipulados por Bismarck, os burgueses passaram a apoiar o movimento contra os inimigos externos.

Três foram as Guerras que marcaram o processo de unificação da Alemanha:

1ª) Guerra dos Ducados: um movimento da Áustria e da Prússia contra a Dinamarca. Vitória da austro-prussiana com anexação dos ducados dinamarqueses.A Áustria não cumpriu o acordo, levando ao 2º conflito.

2ª Guerra das sete Semanas: Áustria e Prússia. Vitória prussiana. Fim da autoridade austríaca sobre a região. Os alemães precisavam agora retirar os franceses do sul da região. Ocorre mais um conflito.

3ª Guerra Franco-Prussiana: último conflito que antecedeu o estado alemão. A França tinha medo que a Prússia colocasse um príncipe prussiano ao trono espanhol. A Prússia abandonando suas pretenções ao trono, foi definitivo a unificação da Alemanha. Tornando-se em menos de 30 anos uma das maiores potências do mundo.
A Alemanha se tornou muito industrializadas e os camponeses alemães imigraram para a América. O Brasil foi uma opção para muitos deles. Ainda hoje, no Brasil, existem regiões alemãs no sul do país que mantém toda cultura, língua e costumes .

Dentre várias consequências dessa guerra, duas delas marcaram a história:
• 1º) o sentimento de revanche contra os alemães que desenvoveu na França. A tomada do território francês da Alsácia-Lorena. A coroação do rei alemão Guilherme I ( no Palácio de Versalhes).
• 2º) o estabelecimento do primeiro governo socialista da história em Paris, em 1871.

Comuna de Paris: foi uma conjugação de fatores. A guerra franco-prussiana acabou com os recursos franceses. A miséria e exploração de alguns franceses. As ideias socialistas eram bem aceitas entre as massas trabalhadoras.

A burguesia aliada aos conservadores promoveu uma violenta repressão. Muitos guilhotinados e o governo volta as mãos da burguesia.
O século XIX, foi intenso, repleto de ideias e marcado por vários movimentos que fizeram desses 100 anos um dos períodos mais inquietos da história europeia.
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